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o AUTOR
D. Luiz Gonzaga de Lancastre e Tavora, actual Marqués de Ábranles e de Fontes, nasceu em Lisboa, a 8 de Fevereiro de 1937.
É sóciQ efectivo da Associagáo dos Arqueólogos Portugueses — a cuja Comissáo Directiva já pertenceU e de cujo Museu foi Director-conservador— do Instituto Portugués de Heráldica, da Sociedad^ de Geografía de Lisboa e da Socieda-de Histórica de Independéncia de Portugal, e conrespondente de outras agremiagóes. Participou enn diversos congressos nacionais e intemacio-nais, secretariou a organiza?áo das I Jomadas Arqueológicas e integra, presentemente, as co-missóes instaladoras da Academia Intemacional António Soares de Albergaría e do Gabinete Portugués de Esfragística.
A sua obra encontra-se dispersa por numerosas publicagóes a que, ao longo de mais de um quarto de sáculo, tem prestado colaboragáo, salientando-se de entre elas as seguintes revistas: «O Panorama», «Boletins Culturáis» das Cámaras Municipals do Porto e de Cascais, e o da Assembleia...
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o AUTOR
D. Luiz Gonzaga de Lancastre e Tavora, actual Marqués de Ábranles e de Fontes, nasceu em Lisboa, a 8 de Fevereiro de 1937.
É sóciQ efectivo da Associagáo dos Arqueólogos Portugueses — a cuja Comissáo Directiva já pertenceU e de cujo Museu foi Director-conservador— do Instituto Portugués de Heráldica, da Sociedad^ de Geografía de Lisboa e da Socieda-de Histórica de Independéncia de Portugal, e conrespondente de outras agremiagóes. Participou enn diversos congressos nacionais e intemacio-nais, secretariou a organiza?áo das I Jomadas Arqueológicas e integra, presentemente, as co-missóes instaladoras da Academia Intemacional António Soares de Albergaría e do Gabinete Portugués de Esfragística.
A sua obra encontra-se dispersa por numerosas publicagóes a que, ao longo de mais de um quarto de sáculo, tem prestado colaboragáo, salientando-se de entre elas as seguintes revistas: «O Panorama», «Boletins Culturáis» das Cámaras Municipals do Porto e de Cascais, e o da Assembleia Distrital de Lisboa, «Armas e Tro-féus», «Bolétim de Trabaltios Históricos», «Miscelánea Histórica», «Arqueología e HIstória», e «Mundo da Arte».
Ao mepmo tempo dever-se-á particularizar, da sua já de certo modo vasta obra, trabalhos como os tomos já publicados d'«A Heráldica da Casa de Abrantes» e dos «Apontamentos de Armaría Medieval Portuguesa», bem como «A Heráldica Funeraria do Conde D. Pedro de Mene-ses», «Apontamentos de Esfragística Portuguesa (do séc. XVI ao xix).», «Um Fldalgo Portugués da Renascenga» e «Perelras titulares e titulares Pe-reiras» — dando-se o caso destas duas últimas obras terem sido galardoadas, respectivamente, com o PRÉMIO GENERAL FRANQA BORGES, da Associagáo dos Arqueólogos Portugueses, e com o PRÉMIO SALAZAR Y CASTRO, do Instituto' Intemacional de Genealogía y Heráldica, de Madrid.
o Senhor Marqués de Abrantes é funcionárío do quadro da Assembleia da República, exercen-do funpóés na Biblioteca deste Orgáo de Soberanía.
A OBRA
Foi em Inicios do séc xix que. especialmente em França e em Inglaterra, se desencadeou um movimento cultural com o escopo do estudo e inventariaçâo dos selos medievais. Mas foi só em meados da centútia, .com as diversas tentativas de sistematizaçao e a descoberta de métodos de conservaçâo e restauro dos selos medievais. que a Sigilografía adquiríu foros de ciencia. apesar de ainda apenas auxiliar da Hlstória e fomiando pouco mais do que um capítulo da Diplomática.
De modo que, nos nossos dias. se verified a exísténcia na maior parte dos países europeus de departamentos oficiáis no seio dos mais vastos serviços dos arquivos nacionais que se ocupam da inventariaçâo, restauro e reproduçao de selos. Enquanto Isto. no nosso País, o estudo da Sigilografía continua a bem dízer-se que em estado embrionário, náo obstante as tímidas tentativas de alguns historiógrafos, de entre os quaís merecerá talvez destaque especial o faleci-do Académico, Senhor Conde de Tovar.
Razóes porque «O Estudo da Sigilografía Medieval Portuguesa» que o Marqués de Abrantes agora nos oferece, vem realmente suprir uma grave lacuna na bibliografía hlstoriográfica portuguesa. Do Intenso labor de que ele é fnjto. das dificuldades com que lutou para o produzir. das longas e fastidiosas pesquizas que nele culmina-ram nos fala expressivamente o autor. Por nos ter sido possível conhecer a obra com antece-dencia, preferimos, aqui e agora, lavrar como que uma sua brevísslma recensáo.
Entendeu por bem o Marqués de Abrantes dividir o seu trabalho em duas partes. Na primeira, e baseado nas características dos milhares de selos e matrizes sigilares portuguesas que obser-vou, propôe-nos uma metodología aplicável já ao estudo dos espéclmes esfragisticos, já a sua conservaçâo, restauro e reproduçao. Trata-se de uma metodología fácilmente ajustável, em funçao da cultura média dos técnicos dos nossos arqui vos oficiáis e, mesmo que sujeita a críticas constituí indubitavelmente uma pedrada no charco da nossa inércia cultural neste campo. Na segunda parte de «O Estudo da Sigilografía Medieval Portuguesa» o seu autor justificou as afirma-çôes que antes produzira acerca da variedade e riqueza gráfica da nossa sigilografía medieval, através de um »Esboço de um CORPUS Esfragístico Medieval Portugués», em que incluí as fichas descritivas de cerca de meio milhar de espéclmes esfragisticos, 85% dos quáls Inéditos. E, sob este aspecto, multo de louvar é o cuidado havido nas ilustraçôes com que copiosamente se enriqueceu esta segunda parte.
Enfim, 0 autor deste livro fez, com ele, pública denúncia da incuria e desleixo com que se tem procedido até hoje no campo da nossa sigilografía, apontando metas e soluçôes ao nosso alcance. Que quem de díreíto apreenda cabalmente a razâo de ser do grito de alerta que se contem nesta obra do Marqués de Abrantes, de molde a que, também neste sector; náo continuemos a assistir Impotentes a delapidaçao do nosso patn-mónlo artístíco-cultural.
Luiz Ferros
Vissza